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Papel dos Recursos Humanos no contexto da atual disrupção / digitalização

Finalmente a gestão de pessoas é considerada crítica nas organizações em Portugal. Finalmente, o C-suite percebe a importância de dedicar tempo e investir na gestão de pessoas.

Esta mudança resulta fundamentalmente dos seguintes fatores:

  • Por um lado, temos de reconhecer que os profissionais na área de recursos humanos são cada vez mais qualificados e com uma propensão para se posicionarem não só como uma função relevante mas com potencial de desenvolvimento para uma função de Administração;
  • Por outro lado, muito à boleia do que é feito noutras economias, existe uma compreensão por parte do C-suite da importância da gestão de pessoas e cultura organizacional na criação de uma diferenciação face à concorrência;
  • Finalmente, porque, no contexto atual de mudança acelerada e disrupção dos modelos de negócio, muitos líderes demonstram alguma frustração na incapacidade de transformar a sua organização (agilidade, digitalização, organização por equipas). Os RH podem ser o elo perdido nesta capacidade de transformação.

Neste contexto, é fundamental olhar para algumas alavancas que os gestores de pessoas podem despoletar para assumirem o papel de pivot fundamental na transformação organizacional, alinhada com os novos desafios organizacionais de disrupção setorial ou atração e retenção de novos colaboradores:

  • Criar um “sense of purpose” que apoie este processo de transformação e mobilize a organização;
  • Identificar e desenvolver competências nos líderes, ajustadas a este novo contexto digital;
  • Fomentar novos modelos de organização e de maximização da performance das equipas;
  • Apoiar os colaboradores na melhoria do seu bem-estar, aumentando a capacidade de cada colaborador “dar o seu melhor”;
  • Fomentar a experiência tecnológica no local de trabalho, com impacto no engagement, adoção de tecnologia e produtividade;
  • Definir novos mecanismos de gestão da performance e recompensa para motivar e inspirar os colaboradores, equipas e organização;
  • Transformar o ambiente físico do local de trabalho, por forma a fomentar novos modelos de trabalho e colaboração.

A ordem apresentada não é aleatória. A transformação de uma das alavancas apresentadas de forma isolada e sem a respetiva integração num processo mais vasto de transformação, não vai permitir atingir os resultados desejados.

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